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ESCOLA X FAMÍLIA: O DESAFIO DE EDUCAR

A educação atual passa por um processo de transformação, com o objetivo de modificar as estruturas atuais, renovar-se, atualizar-se e reestruturar-se. No cenário em que se vive hoje, acentuou-se a marca de uma educação permanente, do papel da família, do papel da escola, da participação, do papel da tecnologia, da importância da formação para a cidadania e do papel da inovação educacional.

Segundo Gadotti (2003) educar é impregnar de sentido a vida, assim devemos refletir sobre a forma de conduzir a práxis pedagógica e direcioná-la para que a mesma se realize com consciência e sensibilidade embasada na individualidade do educando, visando sua transformação e dando-lhe o verdadeiro sentido da vida. Nesse contexto a escola é que assume o papel central em que o professor realiza um trabalho de superação das diversidades, reduzindo-as à unidade. Por meio do professor, o aluno tem acesso à cultura formal. Além disso, a escola é um instrumento consciente de aperfeiçoamento social.

Na sociedade cada vez mais competitiva em que vivemos, coube à escola também acumular a tarefa da educação como forma de preparar para a vida, como um todo. Construir homens e mulheres capazes de não apenas viver, mas, principalmente, entender a vida e participar dela de forma intensa. A escola deve ser um espaço sagrado, no qual a convivência seja prazerosa (CHALITA – JORNAL A TRIBUNA).

A família tem um papel fundamental na vida de seus filhos; é onde acontece o desenvolvimento das primeiras habilidades, os primeiros ensinamentos por meio da educação doméstica na qual o filho aprende a respeitar os outros, a conviver com regras que foram criadas e reformuladas no decorrer da formação da sociedade, os conceitos e valores são transmitidos de pais para filhos. Para Tiba (1996, p.178) “É dentro de casa, na socialização familiar, que um filho adquire, aprende e absorve a disciplina para, num futuro próximo, ter saúde social […]”.

O papel da escola é dar condições ao educando para que ele possa ser empreendedor da sua própria vida. Ajudá-lo a refletir sobre qual o futuro quer construir, bem como a diferença que imagina fazer na sociedade onde vive. A escola deverá motivar o autoconhecimento, para que todos possam descobrir os seus verdadeiros talentos.

A escolha da escola deve estar adequada às expectativas da família ao mesmo tempo, deve ser do agrado da criança, é um empreendimento cujo sucesso depende, em grande parte da habilidade dos pais ao avaliarem diferentes propostas de forma que, as exigências de posturas e visão de mundo estejam alinhadas aos valores e princípios da família. A participação dos pais na educação formal dos filhos deve ser constante e consciente.

Família e escola são pontos de apoio e sustentação ao ser humano, são marcos de referência existencial. Quanto melhor for a parceria entre ambas, mais positivos e significativos serão os resultados na formação do sujeito. Vida familiar e vida escolar são simultâneas e complementares e é importante que pais, professores e alunos compartilhem experiências, entendam e trabalhem as questões envolvidas no seu cotidiano sem cair no julgamento – culpado x inocente, porém buscando compreender as nuances de cada situação. No contexto atual, família e escola são incumbidas de desenvolver a criança e o adolescente em todos os aspectos possíveis, a fim de auxiliá-los no seu desenvolvimento, e no fortalecimento de seus princípios éticos e morais, para convivência social mais justa, participativa, crítica e saudável.

Paulo Freire (2003) ressalta que a escola é lugar onde se faz amigos. Não se trata só de estrutura físicas, horários e conceitos, a escola é, sobretudo, gente que trabalha que estuda que se alegra se conhece, se estima. A escola será cada vez melhor à medida que um respeita o outro, pois ela não é lugar só de estudar, trabalhar, é também de criar laços de amizade. O ambiente escolar é um espaço propicio para a convivência fora da vida privada, intima e familiar.  Ao chegarmos nela, passamos por um processo de aprendizagem que também nos ensina como participar do restante da vida social.

A comunicação entre família e escola deve ser pautada na confiabilidade, na credibilidade transmitida pelos valores envolvidos, pelo respeito e pela integração. A escola nunca educará sozinha, de modo que a responsabilidade educacional da família jamais cessará. Um caminho de cooperação que só será efetivo se os pais compreenderem que à escola não cabe exercer a função moral da família. E, se a escola promover ações de conscientização junto a essas famílias para que fique clara a importância do dever de cada um no desenvolvimento do aluno/filho, e que, embora essa parceria escola e família seja essencial, cada um desses setores deve conservar suas particularidades (DI SANTO, 2007).

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