Há muito que grandes estudiosos do campo educacional denunciam que o ensino brasileiro vai mal o que nos coloca como Nação entre as posições mais abaixo, quando comparada ao resto do mundo.

Este desastre educacional tem suas raízes históricas na forma como fomos colonizados e tratados politicamente. Ainda hoje é fácil perceber que o tratamento eleitoral da educação no Brasil é marcado pela ambiguidade da classe dirigente em todos os aspectos. Observe que nas campanhas políticas de qualquer nível de poder, nenhum candidato deixa de proporcionar destaque a educação em seu programa de governo. E as práticas administrativas na busca do prometido?

As promessas de expansão da escola pública e a proclamação de educação social de qualidade não são novas. Avançamos no acesso à escola, mas temos cometido ‘estelionato pedagógico’ quando os que nela entram em sua maior parte não aprende o que deve ser exigido para uma sociedade que é a do conhecimento.

Por mais paradoxal que pareça em virtude do texto escrito, ainda ressalto o meu otimismo por uma educação para todos na qual todos aprendam. A minha crença está fundamentada nos PROFESSORES. A revolução pedagógica que buscamos envolve luta política, consciência cidadã e mudanças de paradigmas. Aos professores cabe a certeza de que o ensino tradicional está marcado pelo incorreto do ponto de vista pedagógico. É preciso subir a “escada do conhecimento” dia a dia e renovar seus métodos. Sei que que por vezes, a sensibilidade docente está à flor da pele.

Por muito tempo o professor na sociedade brasileira carrega a culpa dos resultados como se o fracasso escolar fosse a sua exclusividade. Não o é! Representa mais uma nuvem ideológica com a pretensão de fazê-lo colocar a “carapuça na cabeça” e assumir, inclusive, as responsabilidades constitucionais do Estado. O que resta a cada um de nós é a compreensão das mudanças que podemos fazer e a certeza que é nesta complexidade que se dá a vida que o mundo cada vez mais precisa do professor.